Você já parou para pensar sobre as dificuldades que os profissionais da saúde encontram no controle da Tuberculose? Se ainda não, preste atenção o que diz a pneumologista da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, Rosana Franco. Segundo ela, as maiores dificuldades para erradicar de vez a Tuberculose estão na falta de diagnóstico, já que a pessoa doente demora para procurar o médico e se tratar, e, quando diagnosticada, abandona o tratamento pela metade.

“Na Bahia, nós temos o terceiro estado com a maior carga de doença do país. Anualmente, aqui a gente tem cerca de 4.500 casos novos da doença e, desses casos, apenas 61% são curados. O que acontece é que alguns não são diagnosticados e outros abandonam o tratamento.”

Segundo o Ministério da Saúde, a Bahia teve 26,7% de taxa de incidência da doença em 2017. Foi o terceiro menor nível de Tuberculose entre os nove estados do Nordeste. Mas há como baixar mais essa porcentagem. Sabendo da realidade baiana, a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose da Bahia, Maria Aparecida Rodrigues, conta sobre a atenção especial dada para cidades do interior na campanha desse ano.

“Nós centralizamos esse ano para Teixeira de Freitas e para Vitória da Conquista. Isso aí vai melhorar bastante o diagnóstico no interior, em que 60% das nossas Unidades da Atenção Básica notificaram casos de Tuberculose. O que demonstra que a gente ainda tem um número de pessoas que já procuram a unidade hospitalar, com a doença um pouco mais grave.”

Nada justifica para a pessoa que tem os sintomas de tosse com mais de três semanas, às vezes com febre à tarde, perda de apetite e emagrecimento, não procurar uma unidade de saúde para fazer os exames. Ajude a deixar essa história no passado. A Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.

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