Quem pratica airsoft busca uma atividade que simula combates com armas realísticas em um cenário que imita favelas, casas abandonadas. Os jogadores podem circular entre carcaças de carros e estabelecimentos comerciais. O esporte virou febre em São Paulo.

No jogo de estratégia, é usado um armamento de pressão no qual se tenta acertar o adversário com bolinhas de plástico não letais. O problema, segundo a ONG Instituto Sou da Paz, é que essas armas, que precisam ter uma ponta laranja para se diferenciar das reais, têm sido adaptadas e desviadas para o crime.

G1 visitou um campo de prática do esporte em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O estande, instalado no estacionamento do Golden Square Shopping, tem 2 mil m². Para jogar é preciso pagar R$ 50 por hora, nos dias de semana, e R$ 70 nos fins de semana. Os fuzis têm capacidade para 400 tiros, e as pistolas têm 40 disparos. A munição é uma bolinha de plástico com 6 mm de diâmetro e é chamada de BBS.

“Acho que não [é perigoso]. Porque os caras já vêm com a mentalidade de brincar e de diversão. Não é algo terrorista ou algo mais maldoso”, afirma Lavínia Correia, assistente de recursos humanos, num estande de airsoft em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Para Rodrigo Freitas, empresário do setor e um dos precursores do esporte no país, é preciso separar “os problemas”. “É importante saber distinguir as coisas. O que acontece é o contrabando visando o lucro e a sonegação de impostos. A exemplo de cigarros, bebidas e eletroeletrônicos, que as pessoas buscam em destinos como o Paraguai e os contrabandeiam para não pagar todos os impostos.”

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