Enquanto as atenções políticas estavam todas voltadas para a reforma da Previdência, o Congresso Nacional, sem tanto alarde, deu prosseguimento ao debate de um assunto polêmico nesta quarta-feira (3).

Em sessão conjunta da Câmara e do Senado, o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, leu no Plenário do Parlamento o requerimento que prevê a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a disseminação de notícias falsas, as chamadas “Fake News”, durante as eleições de 2018.

“Precisamos tornar atos virtuais em consequências reais”, disse Davi Alcolumbre.

O tema é controverso e gera muita discussão. Para alguns, a CPMI poderia se tornar um mecanismo de censura para controlar manifestações e cercear a liberdade de opinião e expressão.

Neste ano, situação similar já foi vivenciada pelo país com a abertura de um inquérito para apurar notícias falsas e ofensas à membros do Supremo Tribunal Federal. A investigação resultou na censura à uma reportagem da revista Crusoé que tinha o presidente da Corte, Dias Toffolli, como personagem principal.

O caso não deixa de ser um indicativo do que pode, ou não, se tornar a CPMI das Fake News.

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