Mata de São João recebeu neste sábado (25) e domingo (26), alunos e professores da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), que puderam conferir de perto todo trabalho que é desenvolvido pela Prefeitura Municipal, através Secretaria de Educação e o Conservatório de Música da cidade. Os visitantes conheceram a Quadrilha Caipiras da Mata, que neste segundo ano de atividades passa integrar o cenário nacional de competições, além das instalações da Escola Contemporânea de Dança.

O objetivo da visita foi proporcionar uma espécie de laboratório para atividades na instituição. A comitiva foi formada por estudantes de vários países como Uruguai, Chile, Paraguai, Argentina, Alemanha e Portugal, além de pessoas de Salvador e de outras cidades do interior do Estado. Neste primeiro semestre, os alunos estão aprendendo conteúdos sobre danças populares com ênfase no ciclo junino. Com a visita realizada em Mata de São João, eles farão uma avaliação pontuada com base no que foi observado no município. Além da Quadrilha Caipiras da Mata, outras três agremiações foram visitadas.

Equipe da Funceb na Escola Contemporânea de Dança.

O professor da fundação, Márcio Fidélis, falou sobre a importância da vivência para os alunos. Ele, que também é coreógrafo da Caipiras da Mata, destacou que neste ano a Caipiras da Mata vai fortalecer o movimento junino, enaltecendo o sertão, as figuras do nordeste, retratando o povo que conseguiu mudar o movimento político e social (por muito tempo alimentado pela visão escravocrata) e que hoje traz o contraponto de que arte não é só o belo”, disse.

Praticamente sem piscar os olhos, os visitantes saíram com os cadernos cheios de anotações. Foi o caso de Maria Flores, oriunda de Jacobina, na Chapada Diamantina. “Achei muito lindo, inclusive essa coisa de estarem todos prontos, maquiados, vestidos para os ensaios, é algo que no dia a dia a gente não observa muito e aqui é bem diferente”, avaliou. Ela entrou para a FUNCEB em 2018 e a cada dia soma novas experiências e se encanta pelo universo das quadrilhas que, para ela, é “um braço das danças populares que por vezes ocupa o rol da invisibilidade e que precisa ser mostrada cada vez mais”.

Apresentação do grupo Caipiras da Mata.

Maria Eugênia é uruguaia e afirmou que em seu país de origem sempre dançou ritmos que, aqui no Brasil, se assemelham ao que é visto por lá, por isso a forte identificação. Ela apontou a energia dos baianos como um dos ingredientes mais convidativos para o jeito de se dançar por aqui. “O trabalho que a Caipiras desenvolve é muito bom. Estamos aprendendo tudo isso, principalmente sobre a energia que é colocada para fora na hora da dança, sobre o jeito de circular pelo espaço e trabalhar com todas as frentes”, destacou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here