A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 31, a ‘Operação Pinel’ que cumpre 15 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária, em Salvador, Aratuípe, Vera Cruz e Nazaré. A ação é contra uma organização criminosa que atua na Bahia e é especializada em fraudar benefícios previdenciários. A ação é feita em conjunto com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

O valor do prejuízo gerado através das fraudes é superior a R$ 11 milhões e estão relacionados a cerca de 200 benefícios previdenciários com suspeita de fraude.

As investigações apontam que os suspeitos fraudavam junto a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde eram feitas manipulações de perícias médicas em troca de vantagens financeiras. O foco da ação criminosa era manter benefícios previdenciários fraudulentos ou ativá-los, alguns da categoria auxílio-doença. Foi constatado que os envolvidos seriam despachantes e intermediários especializados em fraude contra o INSS.

Cofre foi apreendido durante Operação Pinel
Cofre foi apreendido durante Operação Pinel

Entre as práticas criminosas reveladas pela PF está a simulação de doenças incapacitantes ao trabalho, a maioria ligadas a transtornos psicológicos, que deu nome à operação, além de direcionamento de perícias-médicas. A Justiça Federal, como parte da operação solicitou a suspensão da atuação da função pública do médico-perito envolvido no caso.

Os suspeitos podem responder por crimes como organização criminosa, estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistemas de informações, além de corrupções ativa e passiva.

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