Titular do ataque do Bahia nas duas últimas partidas, Élber ainda não marcou nenhum gol desde sua chegada ao clube, no início deste ano.

Ao todo, são 16 jogos com a camisa do Esquadrão, 12 deles começando como titular, sem balançar a rede em nenhuma das partidas.

Questionado sobre como encarava a cobrança da torcida por ainda não ter conseguido marcar, o atacante, entrevistado de nesta terça-feira, 1º, no Fazendão, brincou e disse que a pressão maior vinha de casa, do pequeno Théo, filho de Élber que completa dois anos este mês.

“A cobrança mais forte é do meu filho. Sempre que chego em casa ele fica gritando ‘gol do papai’, ‘gol do papai’, e o gol não sai. Eu falo: ‘é filho, na hora certa o gol vai sair’. Estou tranquilo em relação a isso. Nunca fui um jogador de fazer muitos gols, mas fiz muitos na minha temporada no Sport”.

Realmente, a fase goleadora de Élber pelo Sport, em 2015, é um ponto fora da curva na carreira do atacante.

Na passagem pelo rubro-negro pernambucano, Élber marcou doze gols, que representam, até o momento, mais da metade dos gols que o jogador de 25 anos, que completa 26 no dia 27 de maio, tem em sua carreira: nas outras sete temporadas como profissional, o jogador revelado pelo Cruzeiro fez apenas 10 gols.

A cobrança do filho Théo pelo ‘gol do papai’ tem certa razão. Após a chegada do garoto, Élber tem números ainda piores: são meros três gols em quase dois anos. Um deles, inclusive, foi na primeira partida depois do nascimento de Théo, no empate em 2 a 2 do Cruzeiro contra o Figueirense.

Depois disso, Élber marcou mais um gol em 2016, no triunfo do Cruzeiro por 1 a 0 contra o Botafogo, e o último, em julho de 2017, em outra vitória da Raposa, desta vez sobre o Palmeiras, pelo placar de 3 a 1.

O atleta passa, atualmente por um jejum de 37 jogos sem marcar, com apenas um gol nas últimas 83 partidas que atuou.

Evolução

Apesar do retrospecto negativo no aspecto gols, Élber tem motivos para comemorar: com a lesão de Marco Antônio, o jogador tem ganhado novas chances e mostrou boa evolução no jogo contra o Atlético-PR, quando jogou bem, mas, novamente, o gol não saiu. Mas, para Élber, o importante é poder estar ajudando o time, mesmo com a má fase com as redes.

“Estou feliz por novamente estar jogando e contribuindo com a equipe. Estou me sentindo fisicamente muito bem. A ansiedade pelo gol existe, mas não pode influenciar no que faço dentro de campo. Penso primeiro em melhorar o coletivo e depois no individual. É ter tranquilidade que, na hora certa, no momento certo, o gol vai sair naturalmente”.

A tendência é que Élber inicie como titular no jogo de quinta, 3, às 21h45, no estádio de Pituaçu, contra o Botafogo-PB, pela partida de volta das quartas da Copa do Nordeste. Para o atleta, a demora em marcar pode ser recompensada em breve, caso faça gol em um jogo decisivo.

“Acho que a torcida cobra de quem pode fazer. Estou me cobrando bastante. Pode ter certeza que estou treinando, me dedicando ao máximo para que esse gol possa sair logo. Ele vai sair no momento certo. Quem sabe pode ser o gol de algum título”.

 

A Tarde

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