Ao longo da primeira fase da Copa do Mundo, o que mais se viu foi drama entre gigantes do futebol. A Alemanha só chega a esta última rodada com chances de classificação por conta de um gol nos acréscimos contra a Suécia. Já os nossos maiores rivais, argentinos, conquistaram a vaga deles nos minutos finais diante da Nigéria.

O mesmo drama é o que a torcida brasileira menos deseja para o duelo desta quarta-feira (27), às 15h (de Brasília), contra a Sérvia, em Moscou. Primeiro, porque não tem coração que aguente. Segundo, porque o Brasil, simplesmente, não tem razões de passar por isso.

Diferentemente de alemães e argentinos, a Seleção chega à última rodada da fase de grupos invicta. Apesar do futebol abaixo do esperado, tem quatro pontos, frutos de um triunfo contra a Costa Rica por 2×0 e um empate com a Suíça em 1×1 na estreia. É a líder do Grupo E, e por isso depende só de si mesma.

Agora, uma vitória ou um empate garante o Brasil nas oitavas. A vaga também pode chegar com uma derrota, desde que a Suíça perca para a Costa Rica em jogo no mesmo horário.

A preocupação do time, portanto, é de mostrar finalmente a que foi à Rússia, com uma atuação convincente, a exemplo das que teve nas Eliminatórias da Copa. Além disso, mostrar um equilíbrio emocional que não apareceu contra a Costa Rica.

“Temos que entender que a razão e a emoção precisam estar equilibradas, e que há o momento do gelo, da calma, da lucidez. De manter o padrão. O que é manter o padrão? Aos 46 do segundo tempo fazer um gol do jeito que a equipe está acostumada”, disse o técnico Tite, que repetirá os titulares do jogo passado.

Para tanto, Tite garantiu ter conversado cara a cara com os jogadores. “Os erros que cometemos, o técnico não externa. Quando eu era boleiro, não me expunham. Podem ter certeza de que teremos discernimento e que não nos omitiremos em relação a isso. Não vou me omitir de fazer as coisas corretas”, afirmou.

O Brasil vai jogar com: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Philippe Coutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus.

Novo Tolima?
Neste momento decisivo, Tite lembrou de outro momento em que havia uma vaga em jogo e que acabou por marcar a sua vida. Foi em 2011, contra o Tolima, quando treinava o Corinthians. O time paulista perdeu para os colombianos e acabou eliminado da Libertadores logo na fase preliminar.

Tite não nega o risco da Sérvia ser seu novo Tolima: “Todas as situações são possíveis, e eu não as descarto. Mas há o aprendizado. Estou há dois anos e pouco com essa equipe, e quando acabou o jogo da Costa Rica, me orgulhou. Normalmente chega os 30 minutos do segundo tempo e bate desespero, quebra-se o padrão. Mas quando se manteve… Aquilo que não tinha contra o Tolima, hoje tenho forte”, comparou.

Nas oitavas
Outro fator desse jogo que atrai todas as atenções é a definição do possível adversário nas oitavas de final. Se a seleção passar como líder do grupo, a tendência é que enfrente a Alemanha.

Tite garante que não tem receio algum de enfrentar o fantasma do 7×1 numa fase precoce do Mundial: “Não podemos pensar nisso e não estamos pensando. A equipe se fortalece dentro da competição”.

Segundo o treinador, a preocupação não está em torno do adversário nas oitavas ou em que posição o Brasil terminará. A ideia é se classificar. “Essa equipe está calejada para jogos importantes. Tu vai construindo. Não é um discurso em vão. Está embasado”, disse, confiante.

Suíça x Costa Rica
Ainda pelo Grupo E, a Suíça enfrenta a Costa Rica precisando apenas de um empate para garantir a vaga nas oitavas de final. O duelo será em Nijny Novgorod, no mesmo horário de Brasil x Sérvia.

 

Correio 24 Horas

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