FOTO: FILIPE ARAUJO/AE

De acordo com dados do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), baseados em estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 58 dos 93 segmentos da indústria brasileira – 62% do total – apresentaram resultados positivos. Diante desses números, após três anos de queda, em 2017 houve o crescimento da produção industrial – o setor automotivo foi o principal responsável pela retomada da indústria.

O período em que houve maior movimento foi o do quarto trimestre, quando 66 ramos industriais avançaram em ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano retrasado.

Entre os setores que apresentaram maior crescimento, o setor automotivo apresentou o melhor resultado. A produção de veículos foi responsável pela metade da alta de 2,5% registrada pela indústria no ano passado. O setor também foi o responsável pela elevação da produção em segmentos como o de equipamentos de áudio e vídeo, borracha e plástico, têxteis e metalurgia.

Ao contrário do panorama apresentado no restante do Brasil, os indicadores da economia na região Nordeste sinalizam um crescimento moderado da atividade, em ritmo menor ao observado em nível nacional. Os dados foram apresentados no Boletim Regional do Banco do Brasil, na última segunda-feira, 26.

Segundo os dados apresentados pelo relatório, apesar do crescimento tímido, a tendência é que esse panorama mude, já que é possível observar uma recuperação nas vendas do comércio e no mercado de trabalho, enquanto nos segmentos de serviços, indústria e do mercado de crédito verifica-se continuidade do processo de estabilização.

Levando em consideração os dados dessazonalizados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do IBGE, pelo lado da oferta, a produção industrial do Nordeste caiu 0,4% no trimestre, finalizado em novembro do ano passado, em relação ao trimestre encerrado em agosto, quando a produção aumentou cerca de 0,2%, no mesmo tipo de comparação.

Em 2017, a produção industrial na região teve os índices abaixo do que foi registrado em nível nacional. Essa diferença foi influenciada pelas retrações das atividades extrativa (que teve uma desaceleração de 4,2% em doze meses) e derivados de petróleo e combustíveis (com -10,5% em doze meses).

Entretanto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial – Portal da Indústria, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria Icei do Nordeste apresenta uma recuperação na confiança do empresariado (57,4 pontos em dezembro; 55,8 em setembro e 50,5 em dezembro de 2016). De acordo com o indicador, a recuperação entre o terceiro e o quarto trimestres refletiu para que o Nordeste atingisse 53,3 pontos em dezembro, mantendo-se na zona de otimismo desde agosto de 2016.

Fonte: A Tarde

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